sexta-feira, 27 de novembro de 2009

ESTOU FURIOSA!!!!!

Estou mesmo muito zangada!
Este é já o 3º ano desde que regressei à escola. Nos dois anos anteriores nunca me aconteceu de ir para a escola, chegar lá e não haver aulas.
Ora, este ano ainda agora comecou, ainda nem sequer chegamos ao Natal e já é a segunda vez que tal me acontece!
Da primeira vez eu ainda desculpei mas, agora fiquei tão zangada e revoltada que acho que nunca mais lá volto a pôr os pés numa sexta feira!
É certo que ontem faltei às aulas: estava adoentada, cansada de uma semana de trabalho que está a ser bastante dura e com a cabeça completamente cheia de problemas para resolver. Mas esta aula estava marcada há mais de 3 semanas. Não me incomodava nada que quisessem ou precisassem de mudar a aula mas, pelo menos deviam ter-se dado ao trabalho de informar.
Afinal de contas, vivemos numa sociedade de informação, em que é muito fácil de contactar alguém. Eu andei sempre de telemóvel ao alcance e se não quisessem gastar dinheiro, bastava enviar um e-mail, que é grátis...
Por isso tudo e, depois de ter andado 12 km para chegar à escola e descobrir que não estava lá ninguém, apetece-me gritar bem alto: ESTOU FURIOSA!!!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Nunca digas: "É impossível!" Diz antes: "Ainda não o fiz..."

Casei há muito pouco tempo... E lá diz o ditado: "Casamento: apartamento!"
Só que a vida não está para brincadeiras e lá tivemos que ficar a viver na casa da mãe do meu marido, ou seja, a minha sogra. Não é que eu tenha algum tipo de queixa da senhora, antes pelo contrário, trata-me como se eu fosse filha dela, ajuda-me em tudo o que pode e em muitas coisas em que eu até não estava à espera de ajuda.
Mas o que eu queria falar é de outra coisa.
Quando me mudei para a "nova" casa, reparei que havia um pequeno problema na casa de banho, mais concretamente no autoclismo: cada vez que se puxava a água, fazia uns barulhos esquisitos, como se um monstro lá vivesse e estivesse realmente irritado com a intromissão!
Ora pensem lá bem, é muito chato ir à casa de banho a meio da noite (e isso acontece amiúde), puxar a água do autoclismo e acordar toda a gente em casa!
Comecei a ter medo de ir à casa de banho... Falei com o meu marido e pedi que procurasse alguém para que se resolvesse aquele problema mas, a resposta foi que a casa de banho tinha sido remodelada há 14 anos e que, desde então, esse barulho sempre existiu e que ninguém sabia o que fazer para que deixasse de existir...
Resolvi que não conseguia viver com uma casa de banho assim e que eu mesma resolveria o problema. É que eu estava em casa todos os dias e todos os dias tinha que suportar aquele barulho. O meu marido só não se chateava como eu porque só está em casa durante o fim de semana.
A minha sogra apoiou que eu procurasse resolver embora não acreditasse muito nisso...
Então, eu lá falei com um senhor que trabalha em pichelaria, contei-lhe o problema e já estava disposta a ter que "rebentar" toda a casa de banho para que fosse instalada nova canalização. Ele prometeu passar por lá para ver o que seria preciso.
E cumpriu... Sentou-se na tampa da sanita, desmontou a torneira que faz entrar a água no autoclismo e que tem uma bóia para tapar quando já tem água suficiente, montou tudo de novo e...
Acabou-se o barulho!
O problema "gravíssimo" que lá existia há 14 anos era só uma peças mal colocadas!
Recordei então uma história que li há uns tempos atrás.
Uma senhora recém casada muda-se para a casa dos pais do marido, que tem um quintal. No meio desse quintal existe uma pedra muito incómoda: por causa dessa pedra já toda a gente se magoou ou deu um trambolhão. A senhora sugere que a pedra seja retirada mas a resposta é que a pedra é muito grande e que tal tarefa é impossível porque já os antepassados que lá viveram tentaram retirá-la e não conseguiram. Anos se passam e ela magoa-se várias vezes na dita pedra. Mas nunca tenta retirá-la porque é impossível...
Até que fica viúva, triste e sozinha, andando de cá para lá sem ter o que fazer e... um dia volta a tropeçar na pedra! Resolve pôr mãos à obra e dedicar "o resto da sua vida" a arrancar aquela pedra maldita.
Agarra uma enxada, uma pá e uma quantidade absurda de ferramentas e começa a escavar à volta da pedra. Ao fim de poucas horas de trabalho, a pedra está fora da terra e afinal é ridiculamente pequena. Todos diziam que era grande e nunca ninguém tinha sequer tentado retirá-la daquele lugar!
O mesmo se passou com a minha casa de banho: nunca ninguém tentou resolver o problema e todos diziam que era impossível.
Agora, posso pelo menos ir à casa de banho sem que todos tenham que acordar...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Preciso de ajuda!!

Preciso de ajuda!

Estou com um dilema e preciso de decidir o que fazer.
É difícil decidir quando o que queremos fazer magoa pessoas de quem gostamos.

Mas... se não o fizermos também magoamos pessoas de quem gostamos, embora não as mesmas!

Estou muito "inclinada" para mandar tudo "às favas" e decidir fazer aquilo que me apetece e o que acho que é melhor para os que me são mais chegados...

Eu seria capaz de dar bons conselhos a uma pessoa que estivesse na mesma situação que eu e seria capaz de ser objectiva e de dizer claramente o que essa pessoa deveria dizer ou fazer mas, como o problema é meu, não consigo ser objectiva e decidida!

A raça humana é mesmo fantástica, não é?

sábado, 21 de novembro de 2009

A prenda mais valiosa!

Esta foi a prenda que a minha filhota me deu no Dia da Mãe.
Sei que não foi ela que a imaginou: foram as educadoras do jardim de infância que orientaram.
Mas para mim é como se me tivessem dado uma jóia muito valiosa! E cada vez que ela abre a gaveta onde está guardada esta magnífica prenda, vem ter comigo e diz: "Feliz Dia da Mãe!" Ainda que já estejemos quase no Natal! E o melhor é que sabe sempre bem ouvir essas saudação!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ternuras de criança

Sou mulher. E sou mãe.

Tive esta experiência fantástica quando tinha 30 anos. E fui "mãe solteira". Mas, tal como naquela canção da Ágata, "não me sinto só..."

Tudo aconteceu sem planeamento e foi como uma bomba que explodiu na minha vida mas, ainda assim, uma daquelas bombas boas (se é que existem!), que não destroem nada e que apenas alteram o lugar e a importância das coisas, quase como num jogo de cartas em que alguém baralha e volta a dar...

Mesmo antes de nascer, a minha filha já era tudo para mim. Até ainda antes de saber que era uma filha!

Hoje, passados 4 anos e meio do seu nascimento, ainda é tudo para mim e a principal fonte de alegrias na minha vida.

Tudo já se alterou: casei entretanto com um homem maravilhoso que adora a minha cachopa. Também resolvi aproveitar esta onda de facilidades para sermos um país de gente culta e voltei à escola para completar o 9º ano de escolaridade. Um ano se passou e resolvi completar o 12º ano.
O que me enternece o coração (e ao mesmo tempo entristece também...) é o que a minha filha me diz quando eu saio de casa para ir para a escola: "Mamã, não quero que vás porque podes perder-te e depois não sabes o caminho para casa..."
Isto compensa todos os sacrifícios que eu passei para conseguir que a minha filha viesse ao mundo. Ela é tudo para mim mas, eu também sou tudo para ela...
Faz-me sentir importante e que a minha existência vale a pena!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A Lei da Paridade ou a Lei da Disparidade?

Durante o dia de ontem, li num jornal um artigo sobre a Lei da Paridade, a forma como devia ser cumprida e a forma como a maior parte dos partidos e/ou pessoas a consegue contornar.
Decidi deixar aqui um comentário e a minha opinião pessoal acerca disso.
Eu sou mulher.
Como qualquer outra mulher, não gosto de ser discriminada ou posta de parte devido a essa condição que a natureza me concedeu.
Não tenho aspirações políticas nem outras que remotamente se possam parecer mas, até tenho uma irmã a ocupar um cargo político, embora no poder local. Também posso acrescentar que nunca me aconteceu uma situação em que me tivesse sentido discriminada ou rebaixada por ser mulher. E, a bem dizer, todos os meus empregos até hoje têm sido num meio onde predominam os homens.
Tudo isto para dizer que, o que eu detesto mesmo é que me "alisem" o caminho porque eu sou mulher! E que, na minha opinião pessoal, na maior parte das vezes, as mulheres conseguem discriminar muito melhor do que os homens...
É aqui que vou começar a falar sobre a Lei da Paridade, aquela lei que permite, ou melhor, que impõe que as listas de candidatura a uma qualquer eleição política tenha 33,3% de elementos do sexo feminino.
Eu considero que essa lei, por si só, já é discriminatória, que é uma autêntica aberração e um "documento legal" onde é declarada a incapacidade das mulheres para chegarem à política por mérito próprio.
Haver uma lei para impôr a chegada das mulheres ao poder deixa-me realmente triste. É como se nos estivessem a dizer: "Vocês não foram feitas para este tipo de trabalhos mas, pronto, como parece mal não haver aqui mulheres, nós vamos deixar que entre (ou depois de...) cada dois de nós esteja uma de vocês..."
E ainda mais triste fico ao ver a quantidade de mulheres que se presta a esse tipo de manipulações e de joguinhos de corredor. Se pensarmos bem, a própria lei alerta para o facto de haver uma diferença entre homens e mulheres. Ser diferente não significa ser pior e essa diferença devia ser entendida de forma positiva, como uma mais valia e não o contrário. Além disso, eu sou de opinião que qualquer ser humano, seja homem ou mulher, deve ser avaliado por mérito próprio.
Temos na Europa exemplos de tudo. Há países onde a lei é semelhante a Portugal e onde, tal como em Portugal, os objectivos não são alcançados: temos 27% de mulheres no nosso parlamento, quando a lei diz que deviam ser 33,3%. Mas há também a Bélgica, onde a lei é igual a Portugal e a representação feminina no hemiciclo chega aos 37,3%. Em França, a lei é ainda mais apertada e prevê 50% de elementos para cada sexo. Isto faz com que as listas tenham uma alternância simples: um homem, uma mulher. Pelo menos não podem andar a fingir que estão a cumprir a lei e colocar as mulheres em 3º, 6º ou 9º lugar da lista, como acontece cá no nosso jardim à beira mar plantado.
E para finalizar, deixo uma pergunta: acham que há assim tantas mulheres a querer fazer carreira política?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

E agora, que se segue?

Que conteúdos pretendo que tenha este blogue?
Gostava de falar sobre mim mas isso poderá ser complicado...
E depois, quem é que pode estar interessado no que eu tenho para dizer sobre mim?
Por isso, vou falar sobre trivialidades e dar a minha opinião sobre tudo e mais alguma coisa!
Será interessante? O tempo (e os comentários) o dirá...
So, please, say something!!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O começo de uma nova era...

Este é o começo de uma nova era...
Passo a explicar porquê: já não é a primeira vez que eu crio um blogue mas espero que seja a primeira vez que eu crio um blogue que manterei actualizado e, mais do que isso, que tenha um conteúdo interessante.
Para quem ambiciona ser escritora poderá ser um bom exercício, não acham?