quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ternuras de criança

Sou mulher. E sou mãe.

Tive esta experiência fantástica quando tinha 30 anos. E fui "mãe solteira". Mas, tal como naquela canção da Ágata, "não me sinto só..."

Tudo aconteceu sem planeamento e foi como uma bomba que explodiu na minha vida mas, ainda assim, uma daquelas bombas boas (se é que existem!), que não destroem nada e que apenas alteram o lugar e a importância das coisas, quase como num jogo de cartas em que alguém baralha e volta a dar...

Mesmo antes de nascer, a minha filha já era tudo para mim. Até ainda antes de saber que era uma filha!

Hoje, passados 4 anos e meio do seu nascimento, ainda é tudo para mim e a principal fonte de alegrias na minha vida.

Tudo já se alterou: casei entretanto com um homem maravilhoso que adora a minha cachopa. Também resolvi aproveitar esta onda de facilidades para sermos um país de gente culta e voltei à escola para completar o 9º ano de escolaridade. Um ano se passou e resolvi completar o 12º ano.
O que me enternece o coração (e ao mesmo tempo entristece também...) é o que a minha filha me diz quando eu saio de casa para ir para a escola: "Mamã, não quero que vás porque podes perder-te e depois não sabes o caminho para casa..."
Isto compensa todos os sacrifícios que eu passei para conseguir que a minha filha viesse ao mundo. Ela é tudo para mim mas, eu também sou tudo para ela...
Faz-me sentir importante e que a minha existência vale a pena!

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