quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Nunca digas: "É impossível!" Diz antes: "Ainda não o fiz..."

Casei há muito pouco tempo... E lá diz o ditado: "Casamento: apartamento!"
Só que a vida não está para brincadeiras e lá tivemos que ficar a viver na casa da mãe do meu marido, ou seja, a minha sogra. Não é que eu tenha algum tipo de queixa da senhora, antes pelo contrário, trata-me como se eu fosse filha dela, ajuda-me em tudo o que pode e em muitas coisas em que eu até não estava à espera de ajuda.
Mas o que eu queria falar é de outra coisa.
Quando me mudei para a "nova" casa, reparei que havia um pequeno problema na casa de banho, mais concretamente no autoclismo: cada vez que se puxava a água, fazia uns barulhos esquisitos, como se um monstro lá vivesse e estivesse realmente irritado com a intromissão!
Ora pensem lá bem, é muito chato ir à casa de banho a meio da noite (e isso acontece amiúde), puxar a água do autoclismo e acordar toda a gente em casa!
Comecei a ter medo de ir à casa de banho... Falei com o meu marido e pedi que procurasse alguém para que se resolvesse aquele problema mas, a resposta foi que a casa de banho tinha sido remodelada há 14 anos e que, desde então, esse barulho sempre existiu e que ninguém sabia o que fazer para que deixasse de existir...
Resolvi que não conseguia viver com uma casa de banho assim e que eu mesma resolveria o problema. É que eu estava em casa todos os dias e todos os dias tinha que suportar aquele barulho. O meu marido só não se chateava como eu porque só está em casa durante o fim de semana.
A minha sogra apoiou que eu procurasse resolver embora não acreditasse muito nisso...
Então, eu lá falei com um senhor que trabalha em pichelaria, contei-lhe o problema e já estava disposta a ter que "rebentar" toda a casa de banho para que fosse instalada nova canalização. Ele prometeu passar por lá para ver o que seria preciso.
E cumpriu... Sentou-se na tampa da sanita, desmontou a torneira que faz entrar a água no autoclismo e que tem uma bóia para tapar quando já tem água suficiente, montou tudo de novo e...
Acabou-se o barulho!
O problema "gravíssimo" que lá existia há 14 anos era só uma peças mal colocadas!
Recordei então uma história que li há uns tempos atrás.
Uma senhora recém casada muda-se para a casa dos pais do marido, que tem um quintal. No meio desse quintal existe uma pedra muito incómoda: por causa dessa pedra já toda a gente se magoou ou deu um trambolhão. A senhora sugere que a pedra seja retirada mas a resposta é que a pedra é muito grande e que tal tarefa é impossível porque já os antepassados que lá viveram tentaram retirá-la e não conseguiram. Anos se passam e ela magoa-se várias vezes na dita pedra. Mas nunca tenta retirá-la porque é impossível...
Até que fica viúva, triste e sozinha, andando de cá para lá sem ter o que fazer e... um dia volta a tropeçar na pedra! Resolve pôr mãos à obra e dedicar "o resto da sua vida" a arrancar aquela pedra maldita.
Agarra uma enxada, uma pá e uma quantidade absurda de ferramentas e começa a escavar à volta da pedra. Ao fim de poucas horas de trabalho, a pedra está fora da terra e afinal é ridiculamente pequena. Todos diziam que era grande e nunca ninguém tinha sequer tentado retirá-la daquele lugar!
O mesmo se passou com a minha casa de banho: nunca ninguém tentou resolver o problema e todos diziam que era impossível.
Agora, posso pelo menos ir à casa de banho sem que todos tenham que acordar...

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